
Foto: Antonio Augusto/STF
O julgamento sobre a trama golpista que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro foi retomado nesta quinta-feira (11) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), com o voto da ministra Cármen Lúcia. A sessão foi conduzida pelo presidente da Turma, Cristiano Zanin, que abriu a retomada do julgamento às 14h27.
Ao iniciar seu voto, a ministra ressaltou a importância de todas as ações penais, mas destacou que esta ação é singular, por representar “um encontro do Brasil com seu passado, seu presente e seu futuro”. Segundo Cármen Lúcia, neste processo “pulsa o Brasil que dói”, evidenciando a relevância histórica do julgamento.
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Durante a citação do escritor Victor Hugo, o ministro Flávio Dino solicitou uma intervenção. A ministra respondeu de forma bem-humorada: “Nós mulheres ficamos dois mil anos caladas, queremos ter o direito de falar. Mas eu concedo… tenho o maior gosto em ouvir. Eu sou da prosa.” O momento gerou risos e descontração no plenário.
Dino agradeceu a concessão e também fez brincadeiras, citando que o ministro Gilmar Mendes havia comentado sobre a brevidade de seus votos, e que ele utilizava uma técnica de “banco de horas” para equilibrar o tempo de fala. A troca de comentários trouxe leveza ao início do voto extenso da ministra.
Cármen Lúcia ainda afirmou que escreveu 396 páginas para o voto, mas optaria por ler apenas um resumo, mantendo a fluidez do julgamento. O episódio demonstrou cordialidade e humor, mesmo em um contexto de alta tensão política, com ampla repercussão nacional.
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O episódio relembra ainda uma situação anterior, quando o ministro Luiz Fux solicitou para não ser interrompido durante seu voto de quase 13 horas. Na ocasião, Flávio Dino respondeu de forma descontraída: “pode dormir tranquilo”. A interação evidencia como o STF combina rigor jurídico com momentos de leveza entre os ministros.