
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou investigação para apurar as causas de um incêndio que destruiu 26 banheiros químicos na Esplanada dos Ministérios, nesta terça-feira (9/9). O episódio ocorreu em frente ao Museu Nacional da República, a apenas dois quilômetros do Supremo Tribunal Federal (STF), onde acontecia o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela suposta trama golpista.
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O fogo, que chamou a atenção de quem passava pela região, provocou uma densa nuvem de fumaça que cobriu parte da área central de Brasília. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) foram rapidamente acionadas e, ao chegarem, encontraram chamas altas que já haviam se espalhado pela metade da estrutura. Com jatos de água e linhas de mangueiras, os militares conseguiram extinguir o incêndio em poucos minutos.
Após o controle das chamas, a cena foi isolada para a realização da perícia. Agentes da PCDF, do CBMDF, da Polícia Militar e do Comando Militar do Planalto estiveram no local. O secretário executivo de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, também acompanhou os trabalhos e explicou que as câmeras da região eram monitoradas durante a ocorrência, mas não registraram movimentações suspeitas. Ele ressaltou, entretanto, que não se pode descartar a hipótese de que materiais inflamáveis tenham sido deixados no local anteriormente.
De acordo com a empresa R8 Eventos, responsável pelos banheiros, os prejuízos superam R$ 100 mil. Os equipamentos estavam posicionados para o desfile de 7 de setembro e seriam retirados na manhã seguinte. Um funcionário da companhia, que preferiu não se identificar, disse que os banheiros não pegam fogo com facilidade, levantando suspeitas de que algum tipo de combustível, como gasolina, tenha sido utilizado.
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O incêndio, que deixou apenas estruturas derretidas no gramado da Esplanada, exigiu o isolamento da área. A fumaça espessa assustou transeuntes e gerou apreensão em um dia marcado pela tensão política em Brasília, devido ao julgamento em curso no STF.
As autoridades seguem investigando o caso para determinar se o incêndio foi acidental ou provocado. Até o momento, não há informações oficiais sobre responsáveis ou circunstâncias que levaram ao fogo.