Advogado de Jair Bolsonaro afirma que delação de Mauro Cid não liga ex-presidente ao 8 de janeiro

O julgamento ocorre das 9h às 12h, sob a análise dos cinco ministros da Primeira Turma do STF.

Durante julgamento nesta quarta-feira (3/9) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid não apresenta provas que conectem o ex-presidente à suposta trama golpista, incluindo os atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023.

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O advogado Celso Vilardi descreveu a delação de Cid como uma “sequência inacreditável de fatos” e afirmou que não há elementos que vinculem Bolsonaro às operações Punhal Verde e Amarelo, Luneta ou aos eventos do 8 de janeiro. Segundo Vilardi, nem o delator teria confirmado a participação do ex-presidente nessas ações.

Vilardi destacou que contradições e omissões presentes no depoimento comprometem sua utilização como prova. “Não é possível fundamentar acusações a partir de trechos que contêm lacunas ou inconsistências”, afirmou durante a sustentação oral.

O advogado também comentou que Mauro Cid questionou sua própria voluntariedade ao fornecer informações, citando mensagens trocadas com outro advogado. Para a defesa, esses elementos colocariam em dúvida a validade do acordo de delação.

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A sessão desta quarta-feira integra a fase final do julgamento do chamado “núcleo crucial” da Ação Penal nº 2.668, envolvendo Bolsonaro e outros sete réus investigados por tentativa de golpe de Estado. O julgamento ocorre das 9h às 12h, sob a análise dos cinco ministros da Primeira Turma do STF.

O caso tem repercussão nacional, com atenção voltada para a avaliação da credibilidade das delações e demais provas reunidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal, que poderão influenciar tanto o desfecho jurídico quanto o contexto político no país.

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