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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (3/9), durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que a delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid não apresenta provas que liguem o ex-presidente à suposta trama golpista investigada pela Corte.
O advogado Celso Vilardi classificou a delação como uma “sequência inacreditável de fatos” e destacou que não há elementos que conectem Bolsonaro às operações Punhal Verde e Amarelo, Luneta ou aos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Segundo Vilardi, nem o próprio delator teria confirmado participação do ex-presidente nos eventos apontados.
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O defensor criticou inconsistências na delação, argumentando que omissões e contradições comprometem sua validade como prova. “Não é admissível utilizar trechos que contêm lacunas ou contradições para fundamentar acusações”, disse Vilardi durante a sustentação oral.
Vilardi também apontou que Mauro Cid questionou sua própria voluntariedade ao fornecer informações, citando mensagens trocadas com outro advogado. Segundo o defensor, essas questões colocariam em dúvida a confiabilidade do depoimento do delator.
A sessão desta quarta-feira integra a fase final do julgamento do chamado “núcleo crucial” da Ação Penal nº 2.668, que envolve Bolsonaro e outros sete réus investigados por tentativa de golpe de Estado.
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O julgamento tem repercussão nacional, e o STF avalia a credibilidade das delações e demais provas reunidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal, com potencial impacto político e jurídico para o país.