
Imagem: Leo Franco/ AgNews
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade nesta quarta-feira (3/9) ao julgamento que investiga a suposta trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso é analisado pela Primeira Turma da Corte e inclui outros sete réus, todos acusados de participação em articulações para reverter o resultado das eleições de 2022.
Responsável pela defesa de Bolsonaro, o advogado Celso Vilardi chegou ao plenário afirmando que está preparado para realizar a sustentação oral. Segundo ele, sua estratégia será marcada pelo rigor técnico e pela objetividade diante das acusações apresentadas pelo Ministério Público.
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“Estou concentrado. Vou fazer uma defesa técnica, criteriosa, e vou responder ao procurador e ao advogado do delator”, declarou Vilardi ao ingressar no Supremo. A sustentação oral dos advogados está limitada a uma hora de fala para cada réu.
A acusação se apoia em delações premiadas e documentos que indicariam suposta tentativa de articulação golpista. Entre os elementos, destaca-se o depoimento de um colaborador premiado, considerado peça central no processo e alvo de contestação por parte da defesa.
Vilardi deve insistir que não existem provas materiais capazes de sustentar a versão apresentada pelo Ministério Público. Para o advogado, a denúncia é baseada em interpretações políticas e falas de terceiros, sem elementos objetivos que comprovem a participação de Bolsonaro em qualquer iniciativa golpista.
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O julgamento desperta forte atenção política e social, já que pode ter repercussões diretas no futuro eleitoral e institucional do ex-presidente. A expectativa é que, após a rodada de sustentações, a Primeira Turma do STF delibere sobre o papel de cada um dos acusados no caso.