Defesa de Augusto Heleno contesta condução de Alexandre de Moraes

Milanez questionou a atuação de Moraes nos interrogatórios, apontando que o relator fez 302 perguntas, enquanto a PGR questionou apenas 59 vezes.

A defesa do general Augusto Heleno contestou nesta quarta-feira (3/9) a condução do julgamento pelo ministro Alexandre de Moraes, durante a sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a suposta trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus.

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O advogado de Heleno, Matheus Milanez, iniciou sua sustentação oral criticando o grande volume de material disponibilizado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e a falta de tempo hábil para análise completa dos documentos, alguns com nomes confusos e origem indefinida.

Milanez questionou a atuação de Moraes nos interrogatórios, apontando que o relator fez 302 perguntas, enquanto a PGR questionou apenas 59 vezes. Ele também criticou a iniciativa do ministro de investigar publicações de testemunhas em redes sociais, afirmando que “nenhum juiz pode se tornar protagonista do processo”.

O advogado pediu a absolvição de Augusto Heleno, alegando que as provas apresentadas contra o ex-chefe do GSI são “frágeis”. Sobre a participação do general em uma live de 2021, Milanez afirmou que ele não se manifestou, apenas mexeu no celular durante a transmissão.

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A sessão segue a ordem alfabética das sustentações orais. Após a fala da defesa de Heleno, será a vez dos advogados de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno, seguidos pelas defesas dos generais Paulo Sérgio Nogueira e Walter Souza Braga Netto. Mauro Cid, delator do processo, falou primeiro, em exceção à regra.

O julgamento tem grande repercussão nacional. A Procuradoria-Geral da República, representada pelo procurador Paulo Gonet, reafirmou que Bolsonaro liderou a trama, com participação de integrantes das Forças Armadas e órgãos de inteligência, defendendo a condenação dos réus para prevenir novas tentativas de golpe.

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