
Fellipe Sampaio /SCO/STF
O ministro Flávio Dino foi eleito nesta terça-feira (23) para assumir a presidência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), com início do mandato previsto para 1º de outubro. A escolha seguiu o rodízio estabelecido pelo regimento interno da Corte, que determina que a presidência do colegiado seja alternada entre os ministros. Dino sucederá Cristiano Zanin e permanecerá à frente da Turma pelo período de um ano.
A Primeira Turma é formada ainda pelos ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Como presidente, Dino terá a responsabilidade de organizar o calendário de julgamentos dos réus envolvidos nas ações penais relacionadas à trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro. Até o momento, apenas o núcleo 1, composto pelo ex-presidente e mais sete réus, foi condenado, enquanto os núcleos 2, 3, 4 e 5 ainda aguardam julgamento neste ano.
Continua depois da Publicidade
Flávio Dino possui formação em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e iniciou a carreira como juiz federal. Ele presidiu a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e comandou a Secretaria-Geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atuando em cargos de relevância no sistema judiciário antes de ingressar na política.
Em 2006, Dino iniciou sua trajetória política ao ser eleito deputado federal pelo Maranhão. Entre 2011 e 2014, foi presidente da Embratur. Nas eleições de 2014, conquistou o governo do Maranhão, sendo reeleito em 2018. Em 2022, foi eleito senador, mas deixou o mandato para assumir o Ministério da Justiça no terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em fevereiro de 2024, Dino tomou posse como ministro do STF, indicado pelo presidente Lula, ocupando a vaga deixada por Rosa Weber. Desde então, tem atuado em casos de grande repercussão e passou a integrar discussões estratégicas no tribunal, consolidando seu papel dentro da Corte.
Continua depois da Publicidade
A eleição de Flávio Dino para presidir a Primeira Turma reforça sua atuação em casos sensíveis e de impacto político. Ao assumir a função, terá papel central na definição de datas e condução de julgamentos, incluindo os relacionados à trama golpista, consolidando sua presença como um dos ministros estratégicos do STF no próximo ano.