Flávio Bolsonaro diz que vídeo com Bolsonaro foi postado por ele e nega intenção de burlar decisões do STF

Segundo Flávio, não houve intenção de burlar as medidas cautelares impostas pelo STF.

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta terça-feira (5), que a postagem que motivou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi feita por sua própria iniciativa, sem orientação ou solicitação do pai. O vídeo mostrava Bolsonaro em ligação por vídeo com manifestantes durante ato realizado no último domingo (3), em Copacabana, no Rio de Janeiro. A publicação foi apagada posteriormente, mas acabou sendo usada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como base para decretar a prisão domiciliar.

Segundo Flávio, não houve intenção de burlar as medidas cautelares impostas pelo STF, que já restringiam a comunicação do ex-presidente, inclusive por terceiros. “Eu que postei. Não foi o presidente que pediu para burlar qualquer medida cautelar. Fiz por convicção de que não houve afronta à decisão”, afirmou o parlamentar em entrevista a jornalistas, em Brasília.

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Na decisão proferida nesta segunda-feira (4), Moraes destacou que Bolsonaro agiu de forma dolosa ao se dirigir aos manifestantes por meio da videochamada, produzindo, segundo o ministro, “material pré-fabricado” com a intenção de coagir o Supremo e obstruir a Justiça. O magistrado apontou ainda que a exclusão posterior do vídeo caracterizaria tentativa de ocultar a infração cometida.

O ministro do STF também citou outra postagem de Flávio, ainda ativa, em que o senador agradece ao governo dos Estados Unidos — interpretação que, segundo Moraes, evidencia apoio às sanções econômicas impostas ao Brasil. Para o magistrado, a conduta reforça a atuação coordenada para desrespeitar as decisões judiciais vigentes.

Além da imposição da prisão domiciliar, Moraes proibiu Jair Bolsonaro de receber visitas, exceto de advogados formalmente autorizados, e vetou o uso de redes sociais e de aparelhos de celular. O descumprimento dessas condições poderá resultar em prisão preventiva. A defesa do ex-presidente ainda não se manifestou oficialmente sobre as novas medidas impostas.

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