Jair Bolsonaro acompanhou à distância atos por anistia e contra Alexandre de Moraes realizados em 62 cidades

Bolsonaro não participou presencialmente devido às medidas cautelares que o obrigam a permanecer em casa nos fins de semana e a usar tornozeleira eletrônica.

Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acompanhou por videochamada, neste domingo (3/8), os atos realizados por seus apoiadores em 62 cidades brasileiras. As manifestações, organizadas por parlamentares aliados e grupos conservadores, pediram a anistia de Bolsonaro e de outros réus envolvidos na tentativa de golpe de Estado investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Bolsonaro não participou presencialmente devido às medidas cautelares que o obrigam a permanecer em casa nos fins de semana e a usar tornozeleira eletrônica.

Em Brasília, o ato ocorreu na região do Eixão Sul, próximo ao Banco Central, com grande presença de manifestantes desde o início da manhã. O local, tradicionalmente fechado aos veículos para atividades de lazer aos domingos, foi ocupado por carros de som, onde lideranças políticas discursaram em defesa do ex-presidente. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) foi uma das parlamentares que participaram do protesto na capital e declarou que Bolsonaro se emocionou ao assistir à mobilização à distância.

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As manifestações aconteceram em um momento em que o ex-presidente é réu no STF sob acusação de participar de uma trama para se manter no poder mesmo após o resultado das eleições de 2022, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação penal, conduzida por Alexandre de Moraes, inclui também aliados de Bolsonaro e participantes dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Além da anistia aos envolvidos nos episódios investigados, os manifestantes criticaram as decisões do Supremo e pediram o afastamento do ministro Moraes. A agenda das manifestações foi divulgada nas redes sociais ao longo da semana, especialmente pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que classificou os protestos como uma “mobilização nacional em defesa da liberdade e da democracia”. Em diversas cidades, os atos foram realizados com cartazes, bandeiras e discursos contra o governo atual e o STF.

As mobilizações também ocorrem no contexto das recentes sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes pelo governo dos Estados Unidos. Moraes foi incluído em uma lista da Lei Magnitsky, sob a acusação de violar direitos fundamentais, como a liberdade de expressão. Com as sanções, ele está impedido de realizar transações com instituições financeiras dos EUA, incluindo o uso de cartões de crédito com bandeira norte-americana. As medidas aumentaram a tensão entre os Poderes no Brasil e têm sido utilizadas por aliados de Bolsonaro como argumento contra a atuação do Judiciário.

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