
Marcos Corrêa/PR
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão inclui o bloqueio de bens, contas bancárias, redes sociais, passaportes e a inclusão do nome da parlamentar na lista de difusão vermelha da Interpol.
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A medida ocorre após a condenação da deputada a 10 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela Primeira Turma do STF, por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a PGR, há indícios de descumprimento de decisões judiciais e risco de evasão, já que a deputada deixou o país após a condenação.
De acordo com apuração da imprensa, Zambelli viajou para os Estados Unidos e declarou que deve seguir para a Europa, onde realizará tratamento médico. Ela informou que pretende se licenciar do mandato parlamentar.
Entre as medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes estão:
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Suspensão dos passaportes, incluindo o diplomático;
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Bloqueio de salários, verbas, bens, contas e veículos;
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Suspensão de perfis em redes sociais;
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Multa diária de R$ 50 mil por eventuais publicações com conteúdos semelhantes aos analisados no processo;
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Inclusão na difusão vermelha da Interpol.
A deputada também responde a outros processos. No STF, é ré por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal em um caso de 2022. Também é investigada em inquéritos relacionados à disseminação de informações falsas e supostas articulações antidemocráticas. No âmbito eleitoral, foi condenada pelo TRE-SP à perda de mandato e inelegibilidade por oito anos, decisão que ainda está em fase de recurso no TSE.