
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) anunciou que está fora do Brasil desde os últimos dias. A parlamentar afirmou, em uma live nas redes sociais, que está na Europa para realizar tratamento médico. A declaração ocorre pouco após a condenação da deputada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por envolvimento na invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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A sentença foi proferida pela 1ª Turma do STF no dia 18 de maio. Além da pena de reclusão, os ministros determinaram a perda automática do mandato parlamentar. A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados reconheceu a decisão, mas há questionamentos entre parlamentares sobre a necessidade de o plenário deliberar sobre a cassação, o que abre espaço para debate jurídico e político.
Zambelli afirmou que pretende solicitar licença do cargo, mencionando que já realizava o mesmo tratamento anteriormente fora do país. Na transmissão, a deputada também comparou sua situação à do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se licenciou no início de 2025. Até o momento, o pedido formal de afastamento ainda não foi protocolado.
A defesa da parlamentar informou que desconhece seu paradeiro exato, mas confirmou que ela está fora do território nacional. Em nota divulgada nas redes sociais, Zambelli anunciou a transferência da administração de seus perfis para sua mãe, Rita Zambelli, que deve concorrer à Câmara Federal em 2026. O filho da deputada, João Zambelli, também pretende disputar uma vaga de vereador em São Paulo em 2028.
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O caso gerou repercussão entre aliados, opositores e usuários nas redes sociais, dividindo opiniões sobre a saída do país após a condenação. O episódio também reacende tensões entre integrantes do Legislativo e o Judiciário, em meio a discussões sobre os limites institucionais e as consequências jurídicas para parlamentares condenados pelo STF.