Rodrigo Guedes afirma que Wilker Barreto mentiu ao negar apoio à criação de auxílio-saúde de R$ 4,4 mil para deputados da Aleam.

Os parlamentares se enfrentaram em um acalorado debate na última segunda-feira, com Wilker negando ter votado a favor do PL.

O vereador Rodrigo Guedes (PP) usou suas redes sociais para acusar o deputado estadual Wilker Barreto (Cidadania) de mentir durante um debate entre os dois, ao negar que apoiou a criação do Projeto de Lei que instituiu um auxílio saúde de R$ 4,4 mil para os deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Em um vídeo, Guedes apresentou provas de que Wilker não só votou a favor do auxílio, como também foi co-autor do PL. Ele revelou que, além de estar presente na sessão plenária da votação, a ata da Assembleia confirma que nenhum deputado se opôs ao projeto. Guedes também anexou documentos que comprovam a assinatura de Wilker como co-autor do projeto.

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“Minha equipe investigativa verificou no sistema legislativo e, pasmem, ele não só estava presente, como votou a favor. E o pior: foi co-autor do projeto, com sua assinatura no documento”, afirmou Guedes.

O embate entre os parlamentares, ocorrido na última segunda-feira, teve momentos de tensão, especialmente quando discutiram apoio nas eleições municipais do ano anterior. Wilker acusou Guedes de ter imposto condições para apoiar a candidatura do PL no segundo turno. No entanto, Guedes negou a acusação.

“Manaus não conhece o teu caráter como eu vi naquele dia. Pergunta depois as condições absurdas que esse cidadão quis impor e não foram aceitas pelo candidato”, disparou Wilker.

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Em resposta, Guedes contestou: “Enquanto eu falo de fatos, você votou a favor do auxílio saúde, qual é seu pronunciamento contra?”, questionou.

A discussão também envolveu a ampliação do auxílio saúde para deputados e a redução da carga de trabalho na Aleam, de 3 para 2 dias. Wilker respondeu que se tratava de uma questão interna dos deputados. Contudo, Guedes, irônico, sugeriu que fosse feito um levantamento com a população, questionando se os cidadãos concordam com essas “regalias” da classe política.

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“Vamos descer aqui e perguntar na parada de ônibus se o cidadão se importa com essas regalias e mordomias da classe política”, desafiou Guedes.