Mauro Cid afirma que Michelle Bolsonaro teria incentivado golpe de estado.

Cid acusa Michelle Bolsonaro de ser uma das responsáveis por pressionar Jair Bolsonaro em relação ao golpe de estado.

Em sua delação premiada, o tenente-coronel Mauro Cid revelou novas informações sobre os bastidores da tentativa de golpe de Estado no Brasil. Segundo Cid, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi uma das principais figuras que pressionaram Jair Bolsonaro a contestar o resultado das eleições de 2022 e tentar uma ruptura institucional. Ela fazia parte de um grupo de aliados mais radicais, incluindo Onyx Lorenzoni, Jorge Seiff, Gilson Machado, Magno Malta, Eduardo Bolsonaro e o general Mario Fernandes, que buscavam convencer Bolsonaro a resistir à derrota eleitoral.

Cid descreveu que esses aliados, especialmente o general Fernandes, tentaram influenciar as Forças Armadas a apoiar o movimento golpista, enquanto Michelle reforçava a ideia de que Bolsonaro tinha apoio popular e de grupos como os CACs (colecionadores, atiradores e caçadores). Essas pressões, segundo o depoimento, foram fatores que contribuíram para a hesitação de Bolsonaro em reconhecer sua derrota.

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A revelação aumenta a pressão sobre Michelle Bolsonaro e os envolvidos, com a Procuradoria-Geral da República avaliando as consequências legais das alegações. A defesa de Michelle ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.