No terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, uma metáfora comum tem comparado o governo a um time de futebol. Agora, afirmam aliados, chegou o momento de fazer ajustes no vestiário para garantir um segundo tempo mais forte. De acordo com membros pragmáticos da base aliada, o governo precisa realizar mudanças estratégicas, começando pela Casa Civil. A proposta é que o cargo seja ocupado por um nome fora do PT, como Simone Tebet ou Renan Filho. E essa mudança seria apenas o início de uma série de trocas que já estão sendo discutidas nos bastidores.
O ritmo do governo Lula 3 também tem sido alvo de críticas. De acordo com alguns membros da administração, o presidente parece ter adotado um ritmo diferente em relação aos seus mandatos anteriores. Se antes ele lidava rapidamente com problemas urgentes, agora, ironizam aliados, as questões são adiadas para a semana seguinte.
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Outro ponto de atrito é a desconexão com a população. Lula foi eleito com a promessa de um governo de centro, mas, segundo especialistas, tem se comunicado apenas com sua base e com um olhar para o passado, sem apresentar um projeto claro para o futuro. Muitos veem uma falta de compreensão sobre as reais necessidades da população, que vão além de uma simples polarização entre direita e esquerda.
Além disso, mesmo quando o governo se comunica com sua base, a mensagem parece não ter impacto. Para aliados, o problema não está apenas na forma de comunicação, mas no conteúdo. Há um apelo para que pautas identitárias sejam deixadas em segundo plano, e temas mais próximos da realidade do cotidiano sejam priorizados.
Pesquisadores como Felipe Nunes, da Quaest, ressaltam que as políticas dos primeiros mandatos de Lula já se tornaram políticas de Estado, e a população agora exige mais. No entanto, o Planalto parece ignorar essa demanda, o que pode resultar em uma crise de confiança com o eleitorado.
