
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, na última quinta-feira (25/12), a abertura de um procedimento administrativo para apurar a conduta de um servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) flagrado em vídeo agredindo uma mulher e uma criança no Distrito Federal. As imagens, que circularam amplamente nas redes sociais, motivaram a manifestação do chefe do Executivo.
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Em declaração pública, o presidente classificou o episódio como grave e incompatível com o exercício da função pública. Segundo Lula, a orientação é para que o processo administrativo apure os fatos com rigor e avalie a responsabilização do servidor, incluindo a possibilidade de expulsão do quadro federal.
Lula ressaltou que o combate à violência contra mulheres e crianças é uma prioridade de seu governo. Para o presidente, não pode haver tolerância diante de agressões dessa natureza, independentemente do cargo ou da posição ocupada pelo envolvido.
O posicionamento ocorre em meio a uma série de iniciativas e discursos do presidente voltados ao enfrentamento do feminicídio. Em pronunciamento recente em rede nacional, Lula afirmou que o tema será uma das prioridades da agenda governamental nos próximos anos e defendeu o engajamento da sociedade no combate à violência.
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Antes da manifestação do Planalto, a própria CGU informou que já havia adotado medidas administrativas iniciais. Entre elas estão a abertura de apuração preliminar nas esferas ética e disciplinar, o afastamento do servidor de funções de chefia e a restrição de acesso às dependências do órgão.
Segundo a Controladoria, os fatos divulgados indicam possível violação grave aos deveres funcionais previstos na legislação que rege o funcionalismo público. O órgão destacou ainda que, além das medidas administrativas, o caso deve ser analisado pelas autoridades competentes na esfera criminal.
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Confira o vídeo: