Sessão da Câmara de Avaré (SP) teve confusão e morador foi imobilizado após protesto contra aumento salarial de vereadores e do presidente da Casa

A Polícia Militar foi acionada e registrou boletim de ocorrência.

A sessão extraordinária realizada na Câmara Municipal de Avaré (SP) terminou em forte tensão após a aprovação do reajuste salarial para os vereadores e para o presidente da Casa. A votação provocou indignação entre parte do público presente, e um morador acabou imobilizado por seguranças depois de protestar contra o aumento. O episódio foi filmado e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.

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O projeto aprovado determina que, a partir de 2029, os vereadores passarão a receber R$ 11,8 mil — valor que atualmente é de R$ 6,6 mil. Já a remuneração do presidente da Câmara subirá para R$ 13,6 mil, ante os atuais R$ 7,6 mil. Além do reajuste, a proposta estabelece o pagamento de décimo terceiro salário e férias com adicional de um terço. O texto passou em votação única, com oito votos favoráveis e quatro contrários.

Durante a sessão, um morador protestou de maneira insistente contra o aumento e foi advertido diversas vezes pelo presidente da Casa, cabo Samuel Paes, para que se manifestasse de forma calma. Quando as orientações não foram atendidas, o vereador determinou sua retirada do plenário. No momento da abordagem, formou-se um tumulto que envolveu servidores e outras pessoas presentes, e o homem acabou imobilizado e carregado para fora.

A Polícia Militar foi acionada e registrou boletim de ocorrência. O morador alegou ter sofrido arranhões no rosto e nos braços durante a imobilização, enquanto funcionários da Câmara afirmaram que ele resistiu à retirada e agiu de maneira agressiva. A Mesa Diretora informou, por meio de nota, que as câmeras de segurança registraram toda a ação e que “não houve agressão”, apenas contenção diante da resistência.

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Nas redes sociais, o presidente cabo Samuel classificou o episódio como “um momento triste” e disse que a intervenção foi necessária para proteger a segurança de todos. “Ele já havia sido orientado a se manifestar de forma pacífica. É preciso manter ordem e decência. Como sou policial, imobilizamos o indivíduo e o retiramos do plenário”, afirmou.

O morador também comentou o caso em suas redes, dizendo que “extrapolou” ao reagir ao reajuste, principalmente diante da crise econômica que a cidade enfrenta. Ele negou qualquer intenção de agredir servidores e afirmou que apenas tentou expressar sua revolta. O caso segue sob análise das autoridades competentes.

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