
Reprodução/Redes Sociais
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou, nesta segunda-feira (1º), que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorize o acesso de um médico cardiologista e de um fisioterapeuta à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde o ex-chefe do Executivo cumpre pena. A requisição foi formalizada após, segundo os advogados, a necessidade de continuidade no acompanhamento clínico do ex-presidente.
O pedido inclui o cardiologista Brasil Ramos Caiado e o fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas. De acordo com a defesa, ambos já atuavam no atendimento particular de Bolsonaro e seriam responsáveis por manter o monitoramento de sua condição cardiovascular e o tratamento fisioterapêutico indicado anteriormente.
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Os advogados argumentam que a permanência desses profissionais é “imprescindível” para assegurar cuidados especializados e evitar agravamento do estado de saúde do ex-presidente. A solicitação pede análise urgente por parte do STF, sob justificativa de que o acompanhamento não pode ser interrompido.
A demanda ocorre no mesmo dia em que Moraes autorizou visitas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro, agendadas para a próxima quinta-feira (4). Desde que foi detido, o ex-presidente depende de autorização judicial para receber familiares, advogados e profissionais de saúde.
Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, após violar sua tornozeleira eletrônica, episódio que motivou a execução imediata de sua pena. Ele cumpre condenação de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, decisão que transitou em julgado no mês passado.
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A defesa sustenta que Bolsonaro tem histórico de problemas cardíacos e que o acompanhamento contínuo seria essencial para garantir tratamento adequado dentro da unidade policial. O pedido agora aguarda decisão de Moraes, que será responsável por autorizar ou negar a entrada dos profissionais na carceragem da PF.