
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O presidente interino da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (7) que não aceita interferências externas em suas decisões e que sua posição à frente da Casa é “inegociável”. A declaração ocorre um dia após parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocuparem a Mesa Diretora durante uma sessão tumultuada.
A ocupação aconteceu na noite de quarta-feira (6), em meio a discussões acaloradas no plenário. O episódio interrompeu os trabalhos legislativos e gerou repercussão imediata entre os parlamentares. Após a confusão, Motta reassumiu o controle da Mesa e disse que retomou a sessão sem qualquer acordo político para apaziguar os ânimos.
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Segundo Hugo Motta, sua atuação como presidente não está condicionada a pautas nem negociações, seja com o governo ou com a oposição. “A presidência da Câmara é inegociável. Quero que isso fique bem claro. Não há vinculação a nenhuma pauta. Minhas prerrogativas não se negociam com ninguém”, afirmou o deputado a jornalistas na entrada do Congresso Nacional.
A fala de Motta foi interpretada como uma tentativa de preservar a autoridade da presidência da Câmara em meio ao avanço de tensões políticas internas. A declaração também busca responder a rumores de que a retomada da sessão teria sido resultado de acordos com parlamentares aliados do governo para evitar novos episódios de desordem.
A crise reforça o clima de instabilidade no Legislativo, marcado por disputas de espaço e poder entre diferentes grupos. Com a ausência de Arthur Lira (PP-AL), licenciado da presidência, Hugo Motta assume temporariamente o cargo e tenta equilibrar forças em um cenário político cada vez mais polarizado.
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