
Foto: Daniel Torok/White House e Fernando Frazão/Agência Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (1º) que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva pode ligar para ele “quando quiser” para discutir as tarifas de 50% que Washington aplicou sobre importações brasileiras. A fala ocorreu durante entrevista coletiva na Casa Branca, reforçando a possibilidade de diálogo direto entre os dois chefes de Estado em meio à tensão comercial entre os países.
Trump aproveitou a oportunidade para criticar a atual administração brasileira, afirmando que “as pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada”. No entanto, o ex-presidente dos EUA também ressaltou seu apreço pelo povo brasileiro e demonstrou disposição para conversar. “Vamos ver o que acontece”, acrescentou, sem detalhar se pretende revisar as medidas tarifárias impostas.
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As sobretaxas foram anunciadas pelo governo americano no início de julho, quando Trump enviou uma carta a Lula justificando a decisão. Entre os argumentos usados pelos EUA estão alegações de que o Brasil adota práticas comerciais injustas, além de críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que teriam restringido a liberdade de expressão nos Estados Unidos. O governo americano também apontou perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que teria motivado parte das medidas.
Além do anúncio das tarifas, o Escritório do Representante Comercial dos EUA abriu uma investigação formal para avaliar as práticas comerciais brasileiras. A ordem executiva assinada por Trump estabelece que as sobretaxas começarão a valer em até sete dias após a publicação, mas cerca de 700 produtos brasileiros, como suco e polpa de laranja, além de aeronaves civis, foram excluídos da aplicação da taxa extra.
Até o momento, o governo brasileiro não divulgou uma resposta oficial sobre o convite para diálogo feito por Trump. Especialistas em relações internacionais avaliam que o canal aberto pode ser um caminho para amenizar as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, embora os impactos econômicos das tarifas ainda sejam motivo de preocupação para diversos setores da economia brasileira.
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