Banqueiro Daniel Vorcaro teria trocado mensagens com Alexandre de Moraes no mesmo dia em que foi preso pela PF

O STF afirmou que Alexandre de Moraes não recebeu as mensagens citadas na reportagem.

O banqueiro Daniel Vorcaro teria trocado mensagens com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no mesmo dia em que foi preso pela Polícia Federal, em novembro de 2025. A informação foi divulgada em reportagem publicada nesta sexta-feira (6) pelo blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

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De acordo com a publicação, mensagens atribuídas ao empresário teriam sido enviadas por meio do aplicativo WhatsApp na manhã de 17 de novembro de 2025. Os textos aparecem registrados em links que direcionam para o bloco de notas do celular, mecanismo que teria sido usado para encaminhar o conteúdo das conversas.

Nos registros citados pela reportagem, Vorcaro relata negociações com investidores e menciona movimentações envolvendo possíveis transações financeiras relacionadas ao Banco Master. Em alguns momentos, o empresário também questiona se havia novidades ou informações sobre o assunto que vinha sendo tratado.

Segundo o blog, há indicações de respostas do ministro ao longo do mesmo dia, mas o conteúdo não pode ser visualizado. Isso porque as mensagens teriam sido enviadas no formato de visualização única, recurso que permite a leitura apenas uma vez antes de desaparecer do aplicativo.

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Ainda conforme a reportagem, horas depois das mensagens, uma empresa ligada ao grupo financeiro anunciou a compra do Banco Master. O negócio, no entanto, não foi concluído, já que no dia seguinte o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da instituição.

Na mesma noite de 17 de novembro de 2025, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, sob suspeita de tentar deixar o país em um avião particular com destino à Europa. Em nota divulgada anteriormente, o STF afirmou que Alexandre de Moraes não recebeu as mensagens citadas na reportagem. A defesa do empresário também questionou o vazamento do conteúdo e pediu investigação sobre a divulgação das informações.

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