
O avanço de uma cratera de grandes dimensões na rua Ladário, no conjunto Canaranas, zona norte de Manaus, voltou a preocupar moradores no último domingo (18). Registros feitos por quem vive na área mostram o agravamento da erosão após as chuvas recentes, com forte fluxo de água e esgoto e a redução da distância entre o buraco e as casas próximas.
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O cenário atual remete a um episódio ocorrido em março de 2025, quando o mesmo tipo de desgaste do solo provocou um deslizamento na rua da Paz, na comunidade Fazendinha. Na ocasião, a líder comunitária Sammya Costa Maciel, de 45 anos, morreu após ser atingida pelo desmoronamento, o que elevou o nível de atenção das autoridades para áreas com histórico semelhante.
Segundo a Defesa Civil Municipal, o ponto afetado no conjunto Canaranas está sob acompanhamento desde o início de março de 2025. O órgão informou que moradores das residências situadas em área considerada de alto risco foram orientados a deixar os imóveis de forma imediata, como medida preventiva.
Ainda conforme a Defesa Civil, as famílias passaram por cadastro social para acesso ao auxílio-aluguel, custeado de forma conjunta pelos governos municipal e estadual. O valor mensal repassado é de R$ 1.200, destinado a reduzir os impactos da retirada emergencial.
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Mesmo com a assistência, parte dos moradores relata dificuldade para encontrar imóveis disponíveis dentro do valor oferecido. A limitação financeira e o temor de abandonar pertences pessoais têm levado algumas famílias a permanecer no local, apesar das interdições e da instabilidade do terreno.
Com a previsão de novas chuvas, o risco de novos deslizamentos permanece elevado. A Defesa Civil reforça que o monitoramento segue ativo e alerta para a importância da saída das áreas ameaçadas, a fim de evitar que o avanço da erosão resulte em novas tragédias.
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