
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que “já fez o que tinha que fazer” ao comentar, de forma indireta, a decisão que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Papudinha, no Distrito Federal. A declaração foi feita durante discurso na colação de grau da 194ª turma de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na noite da última quinta-feira (15).
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A fala ocorreu poucas horas depois de Moraes autorizar a remoção de Bolsonaro da custódia da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, unidade que integra o Complexo Penitenciário da Papuda. O comentário foi recebido com aplausos por parte do público presente no evento, realizado em São Paulo.
Em tom informal, o ministro brincava sobre o tempo de fala dos formandos quando fez a observação. Ao comentar que precisou se conter ao longo da cerimônia, Moraes afirmou que, naquele dia, já havia tomado as providências que lhe cabiam, em referência à atuação no Supremo.
Alexandre de Moraes participou da solenidade como patrono da turma e destacou, em sua fala, a responsabilidade histórica dos novos profissionais do Direito. Ele mencionou episódios marcantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, como a atuação de ex-alunos em momentos decisivos da história política brasileira.
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A decisão que resultou na transferência de Bolsonaro faz parte do processo relacionado à investigação da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em setembro, o ex-presidente foi condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão por crimes ligados aos atos antidemocráticos.
Desde novembro, Bolsonaro estava preso preventivamente após descumprir medidas judiciais enquanto cumpria prisão domiciliar. A mudança de local ocorreu mesmo diante de alegações da defesa sobre o estado de saúde do ex-presidente, que passou por cirurgias recentes.
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