
Explosões e ataques aéreos foram registrados em Caracas e em outras áreas estratégicas da Venezuela na madrugada deste sábado (3), em uma operação militar confirmada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a ação teria resultado na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que, de acordo com a declaração, teria sido retirado do país por via aérea. Até o momento, não há confirmação independente ou pronunciamento oficial do governo venezuelano sobre o paradeiro do chefe de Estado.
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Moradores de diferentes bairros da capital relataram fortes explosões em intervalos de cerca de 30 minutos, além de tremores, ruídos intensos de aeronaves e movimentação incomum nas ruas. Houve registros de correria e interrupção do fornecimento de energia elétrica em partes da cidade, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul de Caracas.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves voando em baixa altitude durante a madrugada. As imagens, que ainda passam por verificação, reforçam relatos de uma ofensiva aérea concentrada em pontos considerados estratégicos pelas forças americanas.
Em pronunciamento, Donald Trump afirmou que a operação teve como objetivo combater o narcotráfico internacional e enfraquecer estruturas ligadas ao governo venezuelano. Nos últimos meses, autoridades dos Estados Unidos passaram a associar diretamente Nicolás Maduro a organizações criminosas, incluindo o chamado Cartel de los Soles, classificado por Washington como grupo terrorista.
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A ofensiva ocorre após semanas de escalada nas tensões entre os dois países. Em novembro de 2025, Trump e Maduro chegaram a manter contatos diretos, mas, segundo a imprensa americana, as conversas não avançaram. No mesmo período, os Estados Unidos intensificaram sanções e ações contra embarcações venezuelanas ligadas ao setor petrolífero.
Analistas internacionais avaliam que a operação também está inserida em um contexto de disputa estratégica envolvendo as reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo. O cenário permanece instável, e a situação é acompanhada com cautela pela comunidade internacional diante do risco de agravamento do conflito na região.