Malafaia aponta “falta de musculatura política” e questiona pré-candidatura de Flávio Bolsonaro

Durante a manifestação, Malafaia também levantou dúvidas sobre o contexto em que a decisão teria sido tomada.

Na última quinta-feira (18/12), o pastor Silas Malafaia questionou, por meio de suas redes sociais, a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026. Aliado histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro, o líder religioso criticou a forma como o anúncio foi feito e apontou falta de estratégia política na decisão.

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Segundo Malafaia, a indicação não teria passado por diálogo prévio com lideranças partidárias e setores do centro político, considerados essenciais para uma candidatura competitiva. Para o pastor, a condução do processo expôs fragilidades internas no campo da direita e gerou desgaste antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral.

 

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Durante a manifestação, Malafaia também levantou dúvidas sobre o contexto em que a decisão teria sido tomada. Ele afirmou que Flávio Bolsonaro teria anunciado a pré-candidatura em um momento de fragilidade emocional do pai, que cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado, o que, segundo ele, mereceria maior cautela.

 

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Apesar das críticas, o pastor ressaltou que não questiona a capacidade pessoal do senador, mas avaliou que Flávio ainda não reúne “musculatura política” suficiente para disputar a Presidência. Para Malafaia, a direita precisa construir uma candidatura mais ampla, com maior capacidade de diálogo com o centro político.

 

Nesse cenário, o líder religioso voltou a defender publicamente o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontando-o como uma alternativa com menor rejeição e maior potencial de articulação nacional. Ele também sugeriu que uma eventual composição com Michelle Bolsonaro poderia fortalecer a chapa.

 

A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro segue gerando repercussão entre aliados e dirigentes partidários, que afirmam não terem sido previamente consultados. O debate expõe divergências internas no campo conservador e indica que a sucessão presidencial de 2026 já começa marcada por disputas e reposicionamentos políticos.