Terremoto de magnitude 7,6 atinge região de Aomori, no Japão, e gera alerta de tsunami

O abalo sísmico foi registrado no litoral e provocou imediata emissão de alertas de tsunami em diversas regiões do país.

Um terremoto de magnitude 7,6 atingiu a costa leste da província de Aomori, no norte do Japão, na manhã desta segunda-feira (8/12), segundo informações da Agência de Meteorologia japonesa. O abalo sísmico foi registrado no litoral e provocou imediata emissão de alertas de tsunami em diversas regiões do país.

Continua depois da Publicidade

As autoridades incluíram em estado de atenção áreas localizadas nas províncias de Aomori, Iwate, Hokkaido, Miyagi e Fukushima. A previsão inicial indica possibilidade de ondas de até três metros, especialmente em locais mais próximos do epicentro. Até o momento, o governo japonês ainda não confirmou danos estruturais graves nem número de vítimas.

O governo mantém equipes de emergência posicionadas ao longo da faixa costeira, enquanto sirenes e mensagens de evacuação foram acionadas em municípios vulneráveis. A recomendação das autoridades é que moradores deixem as áreas próximas ao mar e busquem pontos de maior altitude até o cancelamento do alerta.

O tremor ocorre poucas semanas depois de um abalo de magnitude 5,7 registrado na região de Kumamoto, em novembro, episódio que reacendeu debates sobre os riscos sísmicos do país. O Japão está situado em uma das zonas tectônicas mais instáveis do planeta, característica que torna recorrente a ocorrência de terremotos de diferentes intensidades ao longo do ano.

Continua depois da Publicidade

O histórico sísmico japonês inclui desastres de grande proporção, como o terremoto seguido de tsunami ocorrido em 11 de março de 2011, quando ondas superiores a dez metros devastaram cidades costeiras e provocaram falha na usina nuclear de Fukushima Dai-ichi. Na ocasião, milhares de pessoas morreram e extensas áreas foram destruídas.

As equipes de monitoramento seguem acompanhando o comportamento do mar nas próximas horas. O governo alerta que novas réplicas podem ser registradas e orienta que moradores evitem retornar às áreas afetadas até a confirmação de que não há mais risco.

Continua depois da Publicidade

Confira o vídeo: