Donald Trump afirma que “erradicará” o Hamas se grupo violar cessar-fogo em Gaza

A declaração foi feita após o governo israelense acusar o Hamas de não cumprir integralmente o acordo de paz, que previa a devolução de todos os reféns mortos.

REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (20/10) que o governo norte-americano “eliminará” o Hamas caso o grupo palestino descumpra o acordo de cessar-fogo firmado com Israel. A fala ocorreu durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em meio a um novo impasse diplomático envolvendo a devolução de corpos de reféns e o bloqueio da passagem humanitária de Rafah, na fronteira com o Egito.

A declaração foi feita após o governo israelense acusar o Hamas de não cumprir integralmente o acordo de paz, que previa a devolução de todos os reféns mortos. De acordo com o exército de Israel, apenas 12 dos 28 corpos prometidos foram entregues até o momento. O Hamas, por outro lado, afirma que as dificuldades para localizar os corpos são consequência da destruição provocada pelos bombardeios e do colapso das estruturas em Gaza.

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Em reação, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, determinou o fechamento da passagem de Rafah — principal via de entrada de alimentos, remédios e ajuda humanitária à Faixa de Gaza. O líder israelense condicionou a reabertura da rota à devolução de todos os corpos, o que aumentou a tensão e as preocupações com uma possível piora na crise humanitária da região.

Durante o pronunciamento, Trump classificou o Hamas como uma “organização terrorista hostil” e advertiu que, se houver violação dos termos do cessar-fogo, os Estados Unidos responderão “com força e violência”. O presidente reforçou ainda que “nenhum grupo extremista deve acreditar que pode desafiar o mundo e sair impune”.

A fala representa uma mudança no tom da diplomacia norte-americana, que até então buscava manter uma postura mediadora entre as partes. Especialistas em política internacional avaliam que a retórica de Trump eleva as tensões e coloca em risco a estabilidade do cessar-fogo, pressionando tanto Israel quanto o Hamas a manterem o acordo sob vigilância. A Casa Branca, contudo, não detalhou quais medidas poderiam ser adotadas em caso de descumprimento.

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Enquanto isso, organizações humanitárias alertam que o bloqueio em Rafah e as acusações mútuas podem reacender os confrontos na região. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu que todas as partes envolvidas respeitem as normas internacionais e garantam a proteção dos civis. O futuro da trégua, porém, segue incerto diante da crescente escalada de tensões.

Confira o vídeo: https://www.instagram.com/p/DQCunezgqWh/

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