Charles III e papa Leão XIV celebraram momento histórico de aproximação entre igrejas Católica e Anglicana após 500 anos de separação religiosa

Tanto o Vaticano quanto o Palácio de Buckingham qualificaram a ocasião como um momento histórico.

O rei Charles III e o papa Leão XIV protagonizaram nesta quinta-feira (23/10) um encontro histórico no Vaticano, marcado por uma oração conjunta inédita desde a cisão entre as Igrejas Católica e Anglicana há mais de 500 anos. O ato ocorreu na Capela Sistina, reunindo tradições religiosas de ambas as vertentes do cristianismo.

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Além de monarca, Charles III exerce o título de governador supremo da Igreja Anglicana, que se originou no século XVI após o rompimento entre a monarquia inglesa e a Igreja Católica. Desde então, chefes das duas igrejas nunca haviam participado de uma cerimônia religiosa conjunta, tornando o evento desta quinta um marco histórico.

A celebração ecumênica teve como foco central a proteção do meio ambiente, tema de longa atuação pública do rei britânico. Corais da Capela Sistina e de São Jorge de Windsor cantaram de forma integrada, simbolizando a união e o diálogo entre católicos e anglicanos. Estiveram presentes também a rainha Camilla e o arcebispo de York, Stephen Cottrell.

Tanto o Vaticano quanto o Palácio de Buckingham qualificaram a ocasião como um momento histórico. A Santa Sé destacou que a reza conjunta busca reforçar a unidade cristã e incentivar a preservação da natureza, enquanto a realeza britânica ressaltou a importância do ato para estreitar laços entre as duas igrejas.

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Durante a visita, Charles III receberá o título de “Confrade Real” na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma, enquanto o papa Leão XIV será reconhecido como “Confrade Papal da Capela de São Jorge” no Castelo de Windsor. Os títulos simbolizam a comunhão espiritual e reforçam a aproximação histórica entre as instituições.

O encontro ocorre em meio a momentos delicados para a família real britânica, após novas revelações sobre o caso envolvendo o príncipe Andrew. Apesar das polêmicas, o rei Charles III segue com sua agenda diplomática e religiosa, mantendo a tradição de diálogo com a Santa Sé e destacando a importância do ecumenismo e da cooperação entre as igrejas.

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