
Familiares e amigos de Benício Xavier de Freitas realizaram, nesta segunda-feira (1º), um protesto em frente ao Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), em Manaus. O grupo voltou a cobrar justiça e responsabilização pelos erros que, segundo a família, levaram à morte do menino após a aplicação incorreta de uma medicação em um hospital particular da capital. O caso, que gerou forte comoção, segue sendo investigado por diferentes órgãos.
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Segundo os pais, Benício, de 6 anos, morreu após receber uma dosagem inadequada de adrenalina, aplicada por via intravenosa durante o atendimento entre os dias 22 e 23 de novembro. A médica responsável, Juliana Brasil Santos, já reconheceu que errou ao prescrever a substância diretamente na veia do menino. Para a família, a falha não se limita à prescrição, mas envolve uma cadeia de negligências.
O ato reuniu dezenas de pessoas que levaram faixas, cartazes e balões em homenagem ao menino. Emocionada, a mãe, Joyce Freitas, afirmou que a família enfrenta um luto devastador e que busca forças apenas para lutar por justiça. Segundo ela, o caso não pode ser tratado como um erro isolado. “Foram várias falhas. Estamos aqui para lutar pelo Benício. A gente só está sobrevivendo”, disse.
Os familiares também questionaram a ausência de análise farmacêutica no hospital. De acordo com a família, o Conselho Regional de Farmácia informou que não havia farmacêutico responsável pela avaliação prévia das prescrições emitidas no pronto-socorro e no centro cirúrgico. Para o pai, Bruno Freitas, essa falta de conferência contribuiu para que a dosagem errada chegasse ao filho sem questionamentos.
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Em nota divulgada em 29 de novembro, o Conselho Regional de Farmácia do Amazonas confirmou, após vistoria técnica, que não houve participação de profissional farmacêutico na dispensação do medicamento prescrito à criança. O caso também está sendo investigado pela Polícia Civil do Amazonas, que apura se houve homicídio doloso qualificado, e pelo Ministério Público do Estado.
O Hospital Santa Júlia afastou a médica e a técnica de enfermagem envolvidas no atendimento, enquanto o Conselho de Medicina instaurou um processo ético para apurar as responsabilidades. A investigação aponta que Benício sofreu uma rápida piora após a aplicação da adrenalina, passou por seis paradas cardíacas e não resistiu. A família afirma que seguirá cobrando respostas e medidas para que o caso não se repita.
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