Operação Cavalo de Tróia revela esquema comandado por advogado e estudantes que enganavam idosos no Amazonas

Além das prisões, a polícia apreendeu veículos, celulares e materiais usados nas fraudes.

A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, na manhã desta sexta-feira (7), a Operação Cavalo de Tróia, que resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha envolvida em golpes financeiros contra idosos em Manaus, Lábrea e Borba. Entre os detidos estão o advogado Helionay Naftaly Pinheiro da Silva, sua esposa, Laíssa de Souza Martins, e cinco estudantes de Direito.

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De acordo com as investigações, o grupo utilizava documentos e informações pessoais das vítimas para abrir contas digitais e contratar empréstimos consignados fraudulentos. O dinheiro obtido com as operações ilegais era transferido para contas controladas pelos integrantes do esquema, que prometiam indenizações e vantagens financeiras aos idosos, atraindo suas informações pessoais.

A quadrilha, que agia há aproximadamente três anos, teria protocolado mais de 3.700 ações judiciais fraudulentas. As investigações revelaram que os suspeitos falsificavam procurações, comprovantes de residência e outros documentos oficiais para sustentar o esquema. Além das prisões, a polícia apreendeu veículos, celulares e materiais usados nas fraudes.

Segundo o delegado Jorge Arcanjo, responsável pela operação, o advogado Helionay seria o principal articulador do grupo, enquanto a esposa e os estudantes de Direito atuavam na parte administrativa e operacional das fraudes. A operação recebeu o nome de “Cavalo de Tróia” em referência à estratégia usada pelo grupo para se infiltrar em processos judiciais e instituições financeiras.

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Durante a apresentação dos suspeitos na sede da Delegacia Geral, familiares acompanharam a chegada dos presos. A mãe de um dos envolvidos se desesperou ao ver o filho detido, num episódio que refletiu o impacto das prisões entre os parentes dos acusados e a gravidade da situação investigada.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o total de prejuízos causados às vítimas. A corporação reforçou que o objetivo da operação é desarticular redes criminosas que exploram financeiramente pessoas idosas e vulneráveis no estado.

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Confira o vídeo: