A portas fechadas, Alexandre de Moraes e Cláudio Castro se reuniram para discutir ações das forças de segurança após megaoperação no Rio de Janeiro

Moraes e Castro chegaram juntos ao local em um helicóptero e não concederam entrevistas à imprensa.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, reuniu-se nesta segunda-feira (3) com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e representantes das forças de segurança do estado. O encontro ocorreu a portas fechadas no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, zona central da capital fluminense.

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A reunião, que durou cerca de duas horas, tratou das ações realizadas durante a recente megaoperação policial nas comunidades da Penha e do Complexo do Alemão. A ação resultou em 121 mortos, entre eles 117 suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e quatro policiais militares, segundo informações oficiais.

Moraes e Castro chegaram juntos ao local em um helicóptero e não concederam entrevistas à imprensa. Participaram também o secretário de Segurança Pública, Victor Santos; o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes; o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi; o procurador-geral do Estado, Renan Saad; e o diretor da Superintendência-Geral de Polícia Técnica Científica, Waldyr Ramos.

A reunião ocorreu um dia após Moraes determinar que o governo do Rio preserve todos os elementos de prova relacionados à operação, incluindo perícias e cadeias de custódia, para garantir que o Ministério Público e a Defensoria Pública possam acompanhar as investigações.

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Relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, Moraes é responsável por fiscalizar o cumprimento das normas que regulam as ações policiais em comunidades do Rio de Janeiro. A medida busca reduzir a letalidade e assegurar transparência nas operações de segurança pública.

De acordo com o governo fluminense, a megaoperação visava combater grupos criminosos que atuavam nas comunidades, responsáveis por tráfico de drogas, roubo de cargas e ataques a forças de segurança. Apesar das mortes e críticas de organizações civis, o governador Cláudio Castro defendeu que a ação seguiu os protocolos previstos pela ADPF das Favelas.

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