
Sete traficantes do Amazonas estão entre os mortos na megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (31) pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, durante pronunciamento sobre os resultados da ação.
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A operação, deflagrada na terça-feira (28), é considerada a mais letal da história do estado, segundo dados do governo fluminense. Ao todo, 119 pessoas morreram, 133 foram presas, 10 menores apreendidos, e 118 armas incluindo 91 fuzis foram retiradas de circulação. O objetivo principal era desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho.
Entre os mortos estão Douglas Conceição de Souza, conhecido como “Chico Rato”, e Francisco Myller Moreira da Cunha, o “Gringo”, ambos apontados pelas autoridades como chefes do tráfico em Manaus. Segundo a Polícia Civil do Rio, os dois mantinham vínculos com facções atuantes no Amazonas e integravam a rede de apoio ao tráfico interestadual de drogas.
De acordo com registros da Justiça do Amazonas, Chico Rato havia sido condenado a 40 anos de prisão por homicídio e respondia por outros crimes. Gringo, natural de Eirunepé, também possuía condenação por homicídio e estava foragido desde 2024. Ambos já eram considerados alvos prioritários das forças de segurança do estado.
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O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, informou que, dos 117 suspeitos mortos, 99 já foram identificados, sendo 39 oriundos de outros estados, entre eles sete do Amazonas. A polícia destacou que a investigação sobre as conexões interestaduais da facção continua em andamento.
A megaoperação mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar e resultou em confrontos intensos nas comunidades. O governo do Rio informou que os números e circunstâncias das mortes serão apurados pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público.
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Confira o vídeo: