Sete traficantes do Amazonas estão entre os mortos em megaoperação no Rio de Janeiro

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, informou que, dos 117 suspeitos mortos, 99 já foram identificados, sendo 39 oriundos de outros estados, entre eles sete do Amazonas.

Sete traficantes do Amazonas estão entre os mortos na megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (31) pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, durante pronunciamento sobre os resultados da ação.

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A operação, deflagrada na terça-feira (28), é considerada a mais letal da história do estado, segundo dados do governo fluminense. Ao todo, 119 pessoas morreram, 133 foram presas, 10 menores apreendidos, e 118 armas  incluindo 91 fuzis  foram retiradas de circulação. O objetivo principal era desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho.

Entre os mortos estão Douglas Conceição de Souza, conhecido como “Chico Rato”, e Francisco Myller Moreira da Cunha, o “Gringo”, ambos apontados pelas autoridades como chefes do tráfico em Manaus. Segundo a Polícia Civil do Rio, os dois mantinham vínculos com facções atuantes no Amazonas e integravam a rede de apoio ao tráfico interestadual de drogas.

De acordo com registros da Justiça do Amazonas, Chico Rato havia sido condenado a 40 anos de prisão por homicídio e respondia por outros crimes. Gringo, natural de Eirunepé, também possuía condenação por homicídio e estava foragido desde 2024. Ambos já eram considerados alvos prioritários das forças de segurança do estado.

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O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, informou que, dos 117 suspeitos mortos, 99 já foram identificados, sendo 39 oriundos de outros estados, entre eles sete do Amazonas. A polícia destacou que a investigação sobre as conexões interestaduais da facção continua em andamento.

A megaoperação mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar e resultou em confrontos intensos nas comunidades. O governo do Rio informou que os números e circunstâncias das mortes serão apurados pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público.

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Confira o vídeo: