Mãe entra em desespero ao encontrar o corpo do filho ligado ao tráfico após megaoperação no Alemão e Penha

Nas imagens, é possível ver a mulher se jogando ao chão e chorando ao lado do corpo do rapaz, enquanto moradores tentam confortá-la.


Um vídeo que circula nas redes sociais nesta quarta-feira (29) mostra o momento em que uma mãe entra em desespero ao reconhecer o corpo do filho, morto durante a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação, considerada a mais letal da história do estado, deixou pelo menos 119 mortos, segundo balanço atualizado da Polícia Civil.

Nas imagens, é possível ver a mulher se jogando ao chão e chorando ao lado do corpo do rapaz, enquanto moradores tentam confortá-la. Segundo testemunhas que registraram o vídeo, o homem teria dito que iria se entregar momentos antes de ser atingido. A fala reforça a suspeita de que ele possuía envolvimento com o tráfico e fazia parte do grupo alvo da operação policial.

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A megaoperação, batizada de Contenção, foi deflagrada na terça-feira (28) e contou com cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, com apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro. O objetivo da ação era cumprir mandados de prisão e desarticular bases do Comando Vermelho (CV) nas comunidades da Penha e do Alemão, conhecidas como redutos da facção.

De acordo com a Polícia Civil, além das mortes, a operação resultou em 133 prisões, 10 apreensões de menores e na apreensão de 118 armas — entre elas, 91 fuzis — e 14 artefatos explosivos. Parte dos detidos seria oriunda de outros estados, como Amazonas, Ceará e Pernambuco, demonstrando a presença interestadual da organização criminosa.

Autoridades informaram que o caso mostrado no vídeo será investigado individualmente para apurar as circunstâncias da morte e confirmar se o suspeito realmente tentou se render. A polícia também confirmou que quatro agentes de segurança morreram durante o confronto, e outros nove ficaram feridos. O governador Cláudio Castro (PL) classificou a operação como “um passo necessário no enfrentamento ao crime organizado”.

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O Instituto Médico-Legal (IML) do Rio de Janeiro foi mobilizado exclusivamente para atender os casos da operação, e familiares têm comparecido desde a madrugada para reconhecer os corpos. O governo estadual informou que seguirá prestando suporte às forças de segurança e que novas ações de combate ao tráfico estão em planejamento.

Confira o vídeo:

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