Após megaoperação com mais de 130 mortos, governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro declara: “De vítimas, só tivemos os policiais”

A declaração foi feita em resposta às críticas recebidas após a operação, considerada a mais letal da história do estado.

O governador Cláudio Castro (PL) defendeu, nesta quarta-feira (29/10), a megaoperação realizada nas comunidades do Alemão e da Penha, que resultou em mais de 130 mortos, segundo balanços preliminares. Durante coletiva de imprensa, o chefe do Executivo fluminense classificou a ação como um “sucesso” e afirmou que, do ponto de vista das forças de segurança, “de vítimas, só tivemos os policiais”.

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A declaração foi feita em resposta às críticas recebidas após a operação, considerada a mais letal da história do estado. O governador evitou citar nomes, mas mandou um recado a quem, segundo ele, tenta transformar o episódio em disputa política. “Não vou ficar respondendo ministro, secretário que queira, nesse momento, transformar [a operação] em uma batalha política. O nosso único recado é: suma. Ou soma ou suma”, disse.

Castro ressaltou que o foco do governo estadual é garantir a segurança dos moradores e impedir o avanço do Comando Vermelho, facção alvo da operação. “Não é de política que o cidadão carioca precisa. A população quer uma solução para o dia a dia”, completou. A megaoperação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar e contou com apoio do Ministério Público estadual.

Na véspera, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que o governo do Rio não comunicou oficialmente o Ministério sobre a ação. “O governador não fez nenhum contato comigo”, disse o ministro ao portal Metrópoles. A declaração veio após Cláudio Castro afirmar que o governo federal “deixou o estado sozinho” durante a operação.

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Durante a coletiva, o governador declarou ainda ter recebido apoio de outros governadores, como Eduardo Leite (RS), Ibaneis Rocha (DF) e Tarcísio de Freitas (SP). Segundo Castro, os colegas demonstraram solidariedade e elogiaram a estratégia adotada. Ele reforçou que a ação foi resultado de um ano de planejamento voltado ao combate ao tráfico de armas e drogas.

Mesmo com a defesa do governador, a operação continua sob apuração do Ministério Público e da Defensoria Pública do Rio. Organizações de direitos humanos e moradores das comunidades cobram transparência nos números e investigação sobre denúncias de excessos. O caso reacende o debate sobre os limites da atuação policial e a necessidade de políticas públicas de segurança com foco na redução da letalidade.

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