Lula e Trump projetam nova fase nas relações entre Brasil e Estados Unidos após encontro na Malásia

Durante a reunião, Lula e Trump discutiram temas econômicos e comerciais, com foco na revisão das tarifas aplicadas por Washington.

Ricardo Stuckert / PR

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump projetaram uma nova fase nas relações entre Brasil e Estados Unidos após se reunirem neste domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). O encontro, o primeiro desde que o governo norte-americano impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, foi considerado produtivo e sinalizou uma tentativa de reaproximação entre os dois países.

Durante a reunião, Lula e Trump discutiram temas econômicos e comerciais, com foco na revisão das tarifas aplicadas por Washington. O presidente brasileiro defendeu que a decisão norte-americana se baseou em informações equivocadas e ressaltou que o diálogo direto entre os dois líderes poderá evitar novos impasses. “O que não pode é tomar decisões com base em informações erradas. Agora, é o presidente Lula falando diretamente com o presidente Trump”, afirmou o petista.

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Lula também revelou nesta segunda-feira (27) que pretende entrar em contato com Trump novamente, dependendo do andamento das negociações nos próximos dias. “Ele foi para a Coreia, para o Japão, mas, a depender do resultado dessa semana, eu já vou importuná-lo com um telefonema direto”, disse o presidente, destacando que ambos trocaram contatos pessoais após o encontro.

Trump, por sua vez, demonstrou conhecimento sobre a trajetória política de Lula e classificou o brasileiro como alguém que “foi perseguido” no passado, destacando sua capacidade de superação. Questionado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o líder norte-americano declarou que “sempre gostou” dele, mas que pretende manter uma relação pragmática com o atual governo brasileiro.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o encontro foi considerado positivo e marcou um novo momento nas conversas bilaterais. Ele informou que o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a própria chancelaria brasileira conduzirão as próximas rodadas de negociação com representantes do governo norte-americano.

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A expectativa é que as tratativas avancem nas próximas semanas, com o objetivo de reduzir as tarifas impostas pelos Estados Unidos e ampliar a cooperação comercial entre os dois países. Lula declarou que, “se depender do Trump e de mim, vai ter acordo”, reforçando a intenção de manter uma relação de respeito e diálogo com Washington.