Após 2 anos, últimos 20 reféns israelenses deixam o cativeiro após acordo com o Hamas e cessar-fogo em Gaza

Entre os libertados estão civis sequestrados durante o festival de música Nova, em outubro de 2023, e moradores de comunidades próximas à fronteira com Gaza.

(Foto: Divulgação)

Os últimos 20 reféns israelenses vivos mantidos em poder do grupo Hamas foram libertados nesta segunda-feira (13), após 738 dias de cativeiro. A libertação faz parte do acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas com mediação dos Estados Unidos, que busca encerrar o ciclo de violência na Faixa de Gaza. Todos os reféns são homens e, de acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), apresentam boas condições físicas.

A libertação ocorreu em duas etapas. Sete reféns foram entregues ainda no início da manhã e já cruzaram a fronteira rumo a Israel. O segundo grupo, com 13 israelenses, foi repassado ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha pouco depois. Após os primeiros atendimentos, todos seguiram para a base de Reim, próxima à fronteira com Gaza, onde passam por avaliações médicas antes de reencontrar suas famílias.

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Entre os libertados estão civis sequestrados durante o festival de música Nova, em outubro de 2023, e moradores de comunidades próximas à fronteira com Gaza. Entre eles estão Nimrod Cohen (20), Rom Braslavski (21), Bar Kupershtein (23), Evyatar David (24) e Maxim Herkin (37), além dos argentinos Ariel (28) e David Cunio (35). Parte dos reféns foi capturada enquanto trabalhava, outros foram levados de casa junto de familiares.

As FDI confirmaram que os reféns Eitan Mor, Alon Ohel, Gali e Ziv Berman, Guy Gilboa Dalal, Omri Miran e Matan Angrest já se encontram em território israelense. Eles estavam entre os primeiros a serem libertados e foram recebidos por equipes médicas e militares. A expectativa é que reencontros familiares ocorram ainda nesta segunda-feira em hospitais da região central de Israel.

O acordo também prevê que o Hamas entregue os restos mortais de 28 israelenses mortos durante o cativeiro. A Cruz Vermelha coordena o processo de devolução, que deve ocorrer gradualmente. De acordo com fontes israelenses, os corpos serão recebidos por tropas em Gaza e passarão por uma breve cerimônia religiosa antes de serem levados ao território israelense.

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Em contrapartida, Israel deverá libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo aproximadamente 250 condenados à prisão perpétua. A troca é considerada um dos maiores gestos diplomáticos desde o início do conflito e representa um possível ponto de virada na busca por estabilidade na região, marcada por dois anos de confrontos e negociações interrompidas.

Confira o vídeo:https://www.instagram.com/p/DPwEKRgAmKL/