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Em um dos momentos mais emblemáticos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi ovacionado nesta segunda-feira (13) ao discursar no Parlamento de Israel. O pronunciamento ocorreu poucas horas após a entrada em vigor do cessar-fogo que encerrou oficialmente dois anos de hostilidades na Faixa de Gaza, marcando o fim de uma das mais longas e destrutivas ofensivas no Oriente Médio.
O acordo de trégua foi resultado de um plano diplomático de 20 pontos articulado por Washington, com participação direta de aliados próximos de Trump, entre eles Jared Kushner, Ivanka Trump e o empresário Steve Witkoff. A proposta incluiu medidas humanitárias e a libertação de reféns, pontos considerados decisivos para destravar as negociações que estavam paradas desde o início do ano.
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Com o anúncio da trégua, os últimos 20 reféns israelenses mantidos em cativeiro pelo Hamas desde o ataque de 7 de outubro de 2023 foram libertados. Eles foram transferidos de Gaza para território israelense sob escolta militar e receberam atendimento médico e psicológico após o resgate. O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que todos retornaram em segurança.
Como parte do entendimento, Israel também começou a liberar detentos palestinos da prisão de Ofer, na Cisjordânia, em um gesto de reciprocidade supervisionado por observadores internacionais. O movimento foi visto como um sinal de disposição política para avançar em um novo ciclo de negociações sob a mediação dos Estados Unidos e do Egito.
Em Tel Aviv, a Praça dos Reféns foi tomada por familiares e apoiadores que aguardavam o reencontro com os libertados. Bandeiras, cartazes e cânticos emocionados marcaram a celebração. “Esperamos este dia por dois anos. É o fim de uma dor, mas também o início de uma reconstrução difícil”, disse o ativista Ronny Edry, que acompanhou as mobilizações desde o início do conflito.
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Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, a guerra iniciada em 2023 deixou 67.869 mortos, entre civis e combatentes. A ONU classificou as consequências do conflito como “devastadoras” e alertou para a necessidade de reconstrução imediata da infraestrutura do enclave. Para diplomatas, o cessar-fogo representa um dos mais importantes avanços diplomáticos recentes e pode redefinir o futuro político da região.