
Alan Santos/PR
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Hospital DF Star, em Brasília, nesta quarta-feira (17), após ser internado por um quadro de tontura, vômitos e queda de pressão. Com a alta médica, ele retornou à prisão domiciliar, onde permanece sob determinação judicial.
Segundo boletim médico, Bolsonaro apresentou melhora após receber hidratação e medicamentos por via endovenosa. Durante a internação, ele foi submetido a exames que revelaram a presença de carcinoma de células escamosas em duas das oito lesões de pele removidas no último domingo (14).
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O laudo confirmou que o câncer identificado está restrito à camada superficial da pele, sem sinais de avanço para estruturas mais profundas ou de metástase. A equipe médica destacou que o quadro exige acompanhamento periódico, mas não há necessidade de novos procedimentos cirúrgicos neste momento.
De acordo com especialistas, o carcinoma de células escamosas é um tipo comum de câncer de pele, geralmente associado à exposição prolongada ao sol. Apesar de ter menor risco em comparação ao melanoma, a doença requer atenção médica constante para evitar complicações.
Para a ida ao hospital, a defesa do ex-presidente precisou informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) os motivos da saída, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes. A medida faz parte das condições impostas ao regime de prisão domiciliar, que permite deslocamento apenas em situações médicas comprovadas.
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Com o diagnóstico confirmado, Bolsonaro seguirá monitoramento regular, conciliando o tratamento de saúde com as restrições judiciais. O episódio reacende debates sobre o estado de saúde do ex-presidente, que já havia enfrentado outras complicações médicas nos últimos anos.