
Reprodução/TV Anhanguera
Uma audiência de custódia realizada por videoconferência na 2ª Vara Cível e de Família e Sucessões de Formosa, município localizado no Entorno do Distrito Federal, foi interrompida por um episódio inusitado e constrangedor. O advogado Alan Araújo Dias, que participava da sessão, foi surpreendido com um tapa no rosto desferido por uma mulher que apareceu repentinamente diante da câmera. O fato aconteceu no dia 27 de julho de 2025 e foi registrado pelo sistema do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).
As imagens, divulgadas posteriormente, mostram o advogado demonstrando aparente frustração, levando as mãos ao rosto em alguns momentos. Pouco depois, a mulher, ainda não identificada, surge no enquadramento, mostra algo ao profissional e, em seguida, desfere o golpe. Alan não reage à agressão e permanece no local, enquanto a audiência prossegue sem interrupções aparentes.
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A reportagem tentou contato com o advogado para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e saber se ele registrou boletim de ocorrência, mas não obteve retorno até a última atualização. Também não foi possível identificar ou localizar a mulher responsável pela agressão. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) foi questionado sobre a continuidade da sessão após o incidente, mas não se manifestou.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que não comenta casos envolvendo seus inscritos, seja na atuação profissional ou como parte de processos judiciais. A entidade destacou que a liturgia dos atos processuais deve ser preservada por todos os participantes e terceiros, cabendo ao presidente da sessão adotar medidas cabíveis diante de comportamentos inadequados.
De acordo com informações do TJ-GO, Alan Araújo Dias responde a mais de um processo por violência doméstica. No entanto, como os casos tramitam em segredo de Justiça, não foi possível confirmar se há relação entre algum deles e a situação registrada no vídeo. A divulgação das imagens, contudo, gerou ampla repercussão e comentários nas redes sociais, levantando discussões sobre segurança e conduta em audiências virtuais.
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O caso também reacendeu debates no meio jurídico sobre os limites da participação de terceiros em sessões virtuais e a necessidade de protocolos mais rígidos para garantir a integridade física e moral dos envolvidos. Especialistas apontam que, embora audiências online tragam agilidade ao Judiciário, ainda é preciso estabelecer mecanismos de proteção contra situações de constrangimento ou violência, mesmo em ambiente remoto.