Jair Bolsonaro se queixa de restrições do STF: “Estou sendo atacado por tudo e não posso me defender”

O ex-presidente é réu em uma ação penal que apura possível tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

(REUTERS/ Adriano Machado)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou, na manhã desta segunda-feira (28/7), que enfrenta dificuldades para se manifestar publicamente em razão das medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A fala ocorreu durante sua chegada à sede do Partido Liberal, em Brasília. “Pede uma autorização do Supremo para eu falar com o Metrópoles que eu falo”, afirmou, ao comentar críticas e acusações recentes.

Bolsonaro é alvo de inquéritos no STF e atualmente cumpre medidas restritivas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator de processos relacionados aos atos ocorridos após as eleições de 2022. Entre as determinações, estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de uso de redes sociais, restrições de circulação no período noturno e nos fins de semana, além da vedação de contato com outros investigados.

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O ex-presidente é réu em uma ação penal que apura possível tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, as medidas cautelares mencionadas por Bolsonaro referem-se a um outro inquérito, que investiga a suposta colaboração dele com ações internacionais articuladas por seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos Estados Unidos. Segundo a investigação, essas articulações teriam o objetivo de influenciar decisões contra autoridades brasileiras.

Embora o ministro Alexandre de Moraes tenha afirmado que Bolsonaro pode conceder entrevistas à imprensa, as decisões judiciais impedem que essas falas sejam divulgadas em redes sociais, inclusive por terceiros. A limitação tem sido apontada por sua equipe jurídica como um obstáculo para que ele possa apresentar sua versão dos fatos publicamente.

As declarações desta segunda-feira ocorrem em meio à repercussão da nova política tarifária anunciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, que inclui medidas que impactam o Brasil. Aliados do governo federal sugeriram possível influência de articulações externas ligadas a parlamentares brasileiros, incluindo Eduardo Bolsonaro. O ex-presidente, por sua vez, tem negado envolvimento e reiterado que não pode se manifestar amplamente devido às determinações judiciais.

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*Com informações de Metrópoles.