Em culto, Jair Bolsonaro se emocionou com fala de Michelle no momento em que STF descartou prendê-lo

A decisão do STF veio após Bolsonaro comparecer à Câmara dos Deputados na segunda-feira (21), onde foi filmado falando com jornalistas e mostrando a tornozeleira.

CNN/Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi flagrado chorando durante um culto evangélico na manhã desta quinta-feira (24), enquanto era divulgada a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que optou por manter as medidas cautelares já impostas, mas descartou a decretação de prisão preventiva. As imagens foram registradas por emissoras de TV, com autorização do próprio Bolsonaro.

Durante a cerimônia religiosa, realizada com a presença de aliados, como o senador Magno Malta (PL-ES), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), o ex-presidente permaneceu em silêncio e não concedeu entrevistas. Um pedaço da tornozeleira eletrônica que ele passou a usar por ordem judicial desde a última sexta-feira (18) ficou visível sob a calça, mas não foi exibido diretamente.

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A decisão do STF veio após Bolsonaro comparecer à Câmara dos Deputados na segunda-feira (21), onde foi filmado falando com jornalistas e mostrando a tornozeleira. As imagens circularam em redes sociais, o que levou Moraes a determinar que a defesa se manifestasse sobre possível descumprimento das restrições. Os advogados pediram esclarecimentos sobre os limites das cautelares, principalmente quanto à concessão de entrevistas.

Na resposta, Moraes afirmou que Bolsonaro pode conceder entrevistas à imprensa, desde que não utilize redes sociais, nem direta nem indiretamente, e que continue cumprindo o recolhimento domiciliar noturno. O ministro também alertou que publicações feitas por aliados ou familiares como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) podem ser interpretadas como tentativa de burlar as decisões judiciais.

Ao finalizar a decisão, Moraes fez um alerta: caso haja novo descumprimento das medidas, a prisão preventiva poderá ser decretada. “A Justiça é cega, mas não é tola”, escreveu o ministro. A manifestação reafirma o monitoramento rígido sobre o comportamento do ex-presidente e seus interlocutores diante das determinações do Supremo.

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