
Pelo menos duas pessoas morreram e dez ficaram feridas após uma série de ataques russos atingirem a cidade de Poltava, na região leste da Ucrânia, nesta quinta-feira (3). Segundo o comando militar ucraniano, um centro de recrutamento foi alvo direto dos bombardeios. As forças russas vêm intensificando o uso de drones e mísseis em diversas regiões do país, enquanto se agravam os impasses nas negociações diplomáticas e crescem as incertezas sobre o futuro do apoio militar ocidental a Kiev.
Continua depois da Publicidade
Imagens divulgadas pelos serviços de emergência mostram prédios destruídos, veículos cobertos por escombros e equipes de resgate em ação. As autoridades locais confirmaram que os ataques ocorreram por volta da madrugada e causaram danos significativos em áreas civis e estruturas militares. Além do centro de recrutamento, outros pontos da cidade também foram afetados. O Exército da Ucrânia afirmou que há vítimas entre os militares que estavam na instalação no momento do ataque.
Do outro lado da fronteira, na região russa de Lipetsk, uma idosa morreu e duas pessoas ficaram feridas após a queda de destroços de um drone ucraniano. O governador regional, Igor Artamonov, relatou ainda que moradores da cidade de Yelets foram retirados de seus imóveis após outro drone atingir um edifício residencial, embora não tenham sido registradas vítimas nesse incidente. O governo russo responsabilizou Kiev pelos ataques em seu território.
Além de Poltava, novos ataques russos também atingiram a cidade de Odessa, no sul da Ucrânia. De acordo com o governador Oleg Kiper, seis pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças, após mísseis atingirem um prédio residencial. Em paralelo, o Ministério da Defesa da Rússia informou que destruiu 69 drones ucranianos na noite anterior, enquanto a Força Aérea da Ucrânia afirmou ter neutralizado 40 dos 52 drones lançados por Moscou no mesmo período.
Continua depois da Publicidade
Um representante do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia declarou que uma fábrica de componentes utilizados em sistemas de mísseis — como baterias de orientação e correção — também foi atingida por bombardeios russos. Com os dois lados intensificando os ataques, cresce o receio de um novo agravamento no conflito armado, em meio ao impasse diplomático e à instabilidade no fornecimento de apoio militar internacional.