
Imagens que viralizaram nesta semana mostram um homem de 67 anos, identificado como Won, foi formalmente indiciado por tentativa de homicídio, incêndio criminoso e violação da Lei de Segurança Ferroviária, após incendiar um vagão da Linha 5 do metrô de Seul. O incidente aconteceu no fim maio deste ano de 2025, em um túnel sob o rio Han, entre as estações Yeouinaru e Mapo, deixando seis pessoas feridas por inalação de fumaça e uma com entorse no tornozelo.
Segundo imagens divulgadas pelo Ministério Público do Distrito Sul de Seul, o suspeito despejou gasolina no chão do vagão e ateou fogo às próprias roupas, enquanto 481 passageiros estavam a bordo. As chamas causaram pânico, mas foram rapidamente controladas graças à ação de passageiros e à intervenção do maquinista, que ativou os freios de emergência.
Continua depois da Publicidade
De acordo com as autoridades, Won teria agido por insatisfação com o resultado de um processo de divórcio. A perícia confirmou que ele não apresentava sinais de psicopatia ou intenção suicida. O incêndio causou danos avaliados em 330 milhões de wons (cerca de US$ 240 mil), destruindo um vagão e danificando outros dois.
Won foi detido 40 minutos após o ocorrido, inicialmente confundido com uma vítima por policiais fora de serviço. A fuligem nas mãos levantou suspeitas, e o homem confessou o crime durante interrogatório. O Ministério Público classificou a ação como semelhante a um ato de terrorismo.
O caso relembrou o incêndio de Daegu, em 2003, que matou 192 pessoas e levou à adoção de medidas de segurança, como materiais antichamas e máscaras de emergência nas estações. A resposta rápida e os protocolos implementados desde então evitaram uma tragédia maior.
Continua depois da Publicidade
O trecho entre Yeouido e Aeogae foi temporariamente interrompido, sendo retomado às 10h06 do mesmo dia. A Seoul Metro informou que processará o suspeito por danos e que revisará falhas nos sistemas de monitoramento e resposta emergencial. O Ministério da Terra e Infraestrutura também anunciou inspeções e atualizações no manual de emergência ferroviária.