
Maja Hitij/Michael B. Thomas/Getty Images
Durante uma entrevista coletiva nesta terça-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mencionar o bilionário Elon Musk em tom crítico e afirmou que o governo poderá “dar uma olhada” na situação migratória do empresário, que é natural da África do Sul. A declaração ocorreu antes da visita do presidente a um centro de detenção de imigrantes na região de Everglades, na Flórida, e reacendeu o debate sobre as recentes tensões entre o chefe do Executivo e o fundador da Tesla e da SpaceX.
A relação entre Trump e Musk tem oscilado nos últimos anos. Embora Musk tenha apoiado Trump em sua primeira eleição e tenha integrado um conselho consultivo durante o primeiro mandato, a aliança política se deteriorou em 2025 após o empresário criticar publicamente um projeto orçamentário apresentado pelo governo. Desde então, ambos passaram a trocar declarações hostis em suas respectivas redes sociais Trump na plataforma Truth Social e Musk no X (antigo Twitter).
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O ponto central do conflito atual envolve a política federal de corte de subsídios a veículos elétricos, uma das medidas defendidas por Trump como parte de sua proposta de contenção de gastos públicos. Musk, que lidera a montadora Tesla, tem criticado a medida por considerar que ela afeta diretamente a transição energética e o setor tecnológico dos Estados Unidos. Trump, por sua vez, afirmou que Musk estaria “chateado” com o fim dos incentivos e sugeriu que o governo pode reavaliar contratos federais firmados com empresas do bilionário.
Durante a coletiva, Trump também mencionou o Departamento de Eficiência Governamental (Doge), órgão temporariamente chefiado por Musk até maio deste ano, e indicou que poderá solicitar uma análise sobre os benefícios e subsídios recebidos pelas empresas ligadas ao empresário. Empresas como a SpaceX e a própria Tesla mantêm contratos com a Nasa e com o Departamento de Defesa dos EUA, incluindo lançamentos espaciais e fornecimento de tecnologias avançadas.
Até o momento, Elon Musk não comentou publicamente as novas declarações do presidente. Também não houve comunicado oficial da Casa Branca detalhando qualquer medida concreta em relação à situação migratória do empresário ou à continuidade dos contratos com suas empresas. O episódio marca mais um capítulo na instável relação entre os dois, que já teve períodos de colaboração, mas que atualmente se encontra em crescente desgaste público.
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