Números de casos de Covid-19 começam a cair no Amazonas, diz O Globo

A queda nos casos de Covid começou a ocorrer na semana passada.

Portal Soberano

Começa a cair a explosão de casos de Covid-19 no Amazonas causada pela variante Ômicron dois meses depois dos primeiros diagnósticos da variante no Brasil. Em 22 unidades da federação, porém, houve alta nos registros da última semana em comparação com a anterior. A informação é de levantamento do jornal O GLOBO baseado em dados do consórcio de veículos de imprensa.

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O levantamento do O GLOBO comparou o total de casos de Covid-19 registrados entre 16 e 22 de janeiro com os números relativos à semana de 23 a 29 de janeiro.

A queda nos casos de Covid começou a ocorrer na semana passada. A mudança no percurso das curvas do Amazonas aponta para o que se tem visto no mundo: o ápice da Ômicron tem duração curta, de aproximadamente dois meses. Depois do pico, os casos vão diminuindo gradativamente. Os dois estados são portas de entrada de turistas no Brasil, o que pode explicar a disseminação do vírus nessas regiões.

“Nós tivemos momentos diferentes da entrada da Ômicron nos estados. Provavelmente, no Rio de Janeiro e no Amazonas ela entrou primeiro, chegou ao pico e já está na descida. Em outros lugares, não”, afirma Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com pós-doutorado em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins.

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A epidemiologista ressalta, no entanto, que ainda não é hora de baixar a guarda. Como os estados estão em momentos diferentes, o país precisa seguir em alerta. O pico no Brasil deve acontecer por volta da segunda semana de fevereiro.

“Temos, portanto, mais duas semanas difíceis pela frente antes do número de casos descer”, disse.

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Os especialistas classificam a Ômicron como um verdadeiro tsunami, provocando uma explosão de casos. Esse movimento foi observado na cidade do Rio de Janeiro, mas atualmente tanto o estado quanto a capital fluminense experimentam recuos. No município, houve uma redução de 30% nos registros da doença na comparação entre as duas últimas semanas. Já a curva estadual baixou 13,6%.