MPE requer cassação de Sandro Maia por uso de ONG na eleição de 2020

O vereador afirmou que a ação trata-se de “perseguição política”, que respeita a opinião do Ministério Público e que acredita na Justiça Eleitoral.

Portal Soberano

O ex-verador Gilmar Nascimento (DEM) moveu uma ação junto ao Ministério Público Eleitoral para pedir a cassação do vereador Sandro Maia (DEM) por suposto uso de uma ONG, que leva o prórpio nome de Sandro Maia, para autopromoção. O pedido do MP foi apresentado no último dia 3 de setembro.

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Na AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) ajuizada em dezembro de 2020, Gilmar, que é o primeiro suplente do partido, acusou o colega de sigla de suposto abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social. O ex-vereador apresentou fotos de ações sociais do Instituto Sandro Maia publicadas por Sandro.

Ao opinar pela cassação do vereador, o promotor eleitoral Carlos Fábio Braga Monteiro afirma que “existe material significativo, retirado inclusive do perfil do Facebook do investigado, demonstrando a utilização da estrutura (tanto física quanto humana) de tal entidade durante o processo eleitoral, o que caracteriza conduta vedada por lei”.

De acordo com o promotor, o oferecimento de cursos profissionalizantes gratuitos, a assistência social ampla, em período eleitoral, “têm o condão de influenciar o público eleitor, trazendo uma disparidade de forças em um pleito eleitoral democrático”. Segundo Monteiro, o MP entende que há provas suficientes da irregularidade.

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“Tem-se que nos autos os elementos fáticos necessários ao reconhecimento da gravidade da conduta do investigado, o que leva este órgão signatário a requerer a procedência da ação em comento com a cassação do diploma e consequentemente do mandato do senhor Sandro Maia Freire bem como a declaração de sua inelegibilidade”, diz Carlos Monteiro.

Sandro afirmou que a ação de Gilmar trata-se de “perseguição política”, que respeita a “opinião” do Ministério Público e que acredita na Justiça Eleitoral.

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“A justiça vai resolver. A gente tem certeza que não fez nada de errado. É perseguição desse vereador que não aceita perder. Acha que o mandato dele é vitalício, que ele pode ser eterno. Ele perdeu para o povo. O povo que não elegeu ele. Eu tive a campanha com muita dificuldade, mas graças a Deus, ele nos deu a vitória e o povo”, disse Sandro.

*Com informações do Amazonas Atual

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