Megaoperação Covil do Mamon mira esquema de agiotagem e extorsão e apreende espadas durante investigação contra organização criminosa no AM

O inquérito também apura crimes de tortura, homicídios consumados e tentados, além de possíveis conexões entre os investigados e agentes da segurança pública.

Divulgação PC-AM

A megaoperação “Covil do Mamon”, deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (20), mobilizou forças de segurança no Amazonas para desarticular um suposto esquema criminoso envolvendo agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e crimes violentos. A ação teve como alvo policiais militares e outros suspeitos apontados pelas investigações como integrantes de organizações criminosas que atuariam no estado.

Segundo as autoridades, ao menos três policiais militares foram presos durante a operação, entre eles um tenente-coronel e o cabo Ricardo Maio. O nome e a patente do terceiro detido ainda não haviam sido oficialmente divulgados até a última atualização do caso. Ao todo, estão sendo cumpridos 26 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços ligados aos investigados.

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Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros, veículos e outros materiais considerados importantes para o avanço das investigações. Entre os objetos encontrados, espadas chamaram atenção das equipes policiais. Segundo informações preliminares, existe a suspeita de que os itens possam ter sido utilizados para intimidar vítimas ligadas ao esquema criminoso investigado.

As investigações apontam que duas organizações criminosas seriam responsáveis por movimentar milhões de reais por meio de empréstimos ilegais, cobranças extorsivas e ocultação de patrimônio. Um dos grupos investigados teria movimentado mais de R$ 24 milhões utilizando empresas de fachada e operações financeiras consideradas suspeitas pelas autoridades.

De acordo com os investigadores, as vítimas eram submetidas a ameaças, agressões físicas, perseguições e até situações de cárcere privado quando não conseguiam quitar as dívidas impostas pelos criminosos. O inquérito também apura crimes de tortura, homicídios consumados e tentados, além de possíveis conexões entre os investigados e agentes da segurança pública.

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Além do Amazonas, a polícia identificou movimentações financeiras suspeitas e conexões do esquema nos estados de Santa Catarina, Paraíba e Roraima. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, o sequestro de 42 veículos, sete imóveis e a suspensão das atividades de sete empresas ligadas aos investigados. As diligências seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades ao longo do dia.

Confira:

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