Comentários de influenciador provocam revolta após dizer que a Zona Franca de Manaus “não serve pra nada” e chamar trabalhadores de “índios”

As falas repercutiram negativamente entre internautas, que classificaram o conteúdo como desrespeitoso e preconceituoso.

As declarações do influenciador Gabriel Silva sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM) provocaram forte revolta nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que ele critica o modelo industrial do Amazonas e faz comentários ofensivos contra trabalhadores da região. O conteúdo passou a circular amplamente nesta terça-feira (12) e gerou indignação entre amazonenses.

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Durante a gravação, o influenciador afirmou que a Zona Franca “não serve pra nada” e declarou que seria melhor importar produtos diretamente da China. Gabriel também ironizou a logística da Região Norte ao afirmar que as indústrias estariam “em cima de árvores”, além de utilizar o termo “índios” ao se referir aos trabalhadores ligados ao Polo Industrial de Manaus.

As falas repercutiram negativamente entre internautas, que classificaram o conteúdo como desrespeitoso e preconceituoso. Nas redes sociais, usuários criticaram o posicionamento do influenciador e destacaram a importância histórica, econômica e social da Zona Franca para o Amazonas e para toda a Região Norte.

Internautas também ressaltaram que o Polo Industrial de Manaus é responsável pela geração de milhares de empregos diretos e indiretos, além de movimentar setores estratégicos da economia brasileira, como eletroeletrônicos, motocicletas, informática e bens de consumo. Muitos comentários ainda defenderam os trabalhadores amazonenses diante das declarações feitas no vídeo.

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Outro ponto lembrado durante a repercussão foi o papel da Zona Franca na preservação ambiental da Amazônia. Usuários destacaram que o modelo econômico é apontado como uma alternativa de desenvolvimento sustentável, contribuindo para reduzir a pressão sobre atividades ilegais e o avanço do desmatamento na floresta.

Criada em 1967, a Zona Franca de Manaus completou 59 anos em 2026 consolidada como um dos principais modelos de desenvolvimento regional do país. Atualmente, o Polo Industrial de Manaus reúne centenas de empresas e mantém mais de 400 mil empregos diretos e indiretos, sendo considerado um dos pilares da economia amazonense.

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