Justiça italiana autoriza extradição de Carla Zambelli, envolvida na invasão aos sistemas do CNJ

Zambelli permanece detida em Roma, uma vez que as autoridades italianas consideram haver risco de fuga.

A Justiça da Itália autorizou nesta quinta-feira (26) a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A decisão foi tomada pela Corte de Apelação do país europeu, que analisava o pedido feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que a ex-parlamentar fosse devolvida à Justiça brasileira.

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Zambelli, que possui cidadania italiana, deixou o Brasil em maio do ano passado, antes de cumprir a condenação de 10 anos de prisão em regime fechado determinada pelo STF. A pena foi aplicada após ela ser considerada responsável, junto ao hacker Walter Delgatti Neto, pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A defesa da ex-deputada anunciou que apresentará recurso à decisão da Corte de Apelação. Não há prazo definido para a conclusão do processo nem para o posicionamento final do governo italiano sobre a extradição.

Zambelli permanece detida em Roma, uma vez que as autoridades italianas consideram haver risco de fuga. Desde a prisão, em julho de 2025, ela se mantém no país europeu enquanto aguarda o andamento do processo de extradição, que já sofreu atrasos e adiamentos de audiências nos últimos meses.

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O processo na Itália é resultado de pedido formal do STF, assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, após Zambelli ter deixado o país sem cumprir a pena. O documento foi encaminhado pelo governo brasileiro às autoridades italianas, sendo necessário o aval da Justiça local para que a extradição seja cumprida.

Desde que deixou o Brasil, Zambelli passou pelos Estados Unidos antes de chegar à Itália. Em publicações nas redes sociais, afirmou que se considerava vítima de perseguição e que pretendia provar sua inocência no país europeu. A ex-deputada também renunciou formalmente ao mandato em dezembro de 2025, após determinação do STF que confirmou a cassação de seu cargo.

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