
Nesta terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por 90 dias devido ao quadro clínico delicado de broncopneumonia. A decisão acolheu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que recomendou a flexibilização do regime em razão do estado de saúde do ex-presidente.
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Durante o período de 90 dias, Moraes determinou que os requisitos para a manutenção da prisão domiciliar sejam reavaliados, considerando a evolução clínica de Bolsonaro. O objetivo é garantir tratamento adequado ao ex-presidente sem comprometer a execução da pena.
Bolsonaro havia sido condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e estava detido na unidade prisional Papudinha, em Brasília. Em 13 de março, precisou ser internado em hospital particular devido a complicações respiratórias, sendo inicialmente tratado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo boletim médico, o ex-presidente apresenta evolução estável, mas ainda sem previsão de alta. Profissionais que acompanham Bolsonaro destacam que a recuperação é gradual e deve continuar sendo monitorada diariamente, considerando o quadro de broncopneumonia.
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Esta não é a primeira vez que Bolsonaro passa por problemas de saúde enquanto cumpre pena. Em setembro do ano passado, apresentou vômitos, tontura e queda de pressão durante prisão domiciliar, e em janeiro deste ano precisou de internação após bater a cabeça na cela da Superintendência da Polícia Federal.
Desde novembro de 2025, Bolsonaro cumpre pena na Papudinha, unidade que oferece atendimento médico 24 horas, fisioterapia, área externa para banho de sol e espaço para exercícios físicos. O ex-presidente também mantém visitas familiares e acompanhamento médico constante, com mais de 140 atendimentos registrados na unidade prisional.