
A investigação sobre a morte de Benício Xavier, de 6 anos, segue avançando em Manaus e ganhou novos desdobramentos envolvendo a conduta adotada durante o atendimento médico. Entre os pontos analisados pela Polícia Civil estão o uso de celular em momento considerado crítico e a apresentação de um vídeo posteriormente identificado como adulterado.
Continua depois da Publicidade
Benício deu entrada em um hospital particular da capital no dia 22 de novembro, com sintomas como tosse seca e suspeita de laringite. Inicialmente, o quadro não foi classificado como grave. No entanto, após a administração de medicação, a criança apresentou piora rápida no estado de saúde.
Segundo as informações apuradas, o paciente passou a ter dificuldades respiratórias e queda na oxigenação, sendo encaminhado para atendimento emergencial. Em seguida, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde precisou ser intubado.
Durante o procedimento, foram registradas paradas cardíacas sucessivas. Apesar das tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica, a morte foi confirmada na madrugada do dia 23 de novembro.
Continua depois da Publicidade
No decorrer das investigações, dados extraídos de aparelhos celulares indicaram que uma das profissionais envolvidas utilizava o dispositivo para tratar de assuntos pessoais durante o atendimento. Entre os registros analisados estão conversas de caráter comercial, o que passou a integrar a linha de apuração sobre a conduta adotada.
Outro ponto que ganhou destaque no inquérito foi a análise de um vídeo apresentado pela defesa. De acordo com a perícia, o material teria sido manipulado antes de ser incluído no processo. A suspeita de adulteração passou a ser tratada como possível tentativa de interferir na investigação. O caso segue sob acompanhamento do Ministério Público do Amazonas.